6 tendências da tecnologia para 2020: da IA à Hiperautomação

6 tendências da tecnologia para 2020: da IA à Hiperautomação

05 December 2019

Gastos com TI no Brasil devem crescer 2,5% no novo ano, chegando a US$ 64 bilhões; confira as novas tecnologias que esse investimento ajudará a impulsionar

2020 é logo ali e diversos segmentos da indústria já avaliam as novas possibilidades que o mercado de tecnologia trará no novo ano. Com uma previsão de crescimento de 2,5% nos gastos em TI apenas no Brasil, segundo um estudo do Gartner, o valor aplicado no setor deverá chegar à casa dos US$ 64 bilhões – com destaque para os investimentos em nuvem. Para a consultoria, aliás, empresas que detêm alta porcentagem de recursos destinados às aplicações em cloud se tornarão os líderes digitais do futuro.

E quais novos movimentos todo esse montante ajudará a impulsionar em terras brasileiras e no mundo todo? Hiperautomação, Multiexperiência e Democratização da Expertise são algumas das principais tendências estratégicas que já começam a gerar impactos positivos no dia-a-dia de muitas organizações e que devem ganhar ainda mais força nos próximos 12 meses.

Também estarão no centro das atenções as novas formas de coletar dados, inovações em inteligência artificial, edge computing e, claro, os robôs virtuais – uma solução cada vez mais avançada e sobre a qual temos conversado bastante por aqui no blog da New Way. Prepare-se, pois veremos muitas dessas tecnologias sendo colocadas em prática a fim de gerar vantagem competitiva. Vale lembrar que o leilão da frequência 5G no Brasil também está previsto para acontecer no ano que vem – o que certamente abrirá portas para muitas dessas inovações.

Confira abaixo as seis principais tendências do mercado de tecnologia para 2020 e saiba como elas ajudarão empresas de diversos segmentos a utilizar dados com rapidez e eficiência, dando suporte a melhores decisões de negócios.

Automação de processos robóticos (RPA)

As empresas passaram a delegar tarefas repetitivas aos robôs para gerar ganhos operacionais e liberar suas equipes para tarefas mais estratégicas. A chamada Automação de Processos Robóticos (RPA) é uma tecnologia que já está gerando impacto na simplificação dos fluxos de trabalho para muitas organizações.

De acordo com o Gartner, a RPA está superando todos os outros segmentos do mercado de software corporativo em todo o mundo, com receita esperada de US$ 1,3 bilhão neste ano. Em 2018, esse mercado cresceu 63%, chegando a US$ 846 milhões. Com um caminho comprovado em geração de valor para os negócios, a expectativa é de que ainda mais empresas implementem iniciativas de RPA nos próximos meses.

Hiperautomação

Derivada da RPA, a Hiperautomação é uma espécie de automação em que um software “aprende” os processos de uma tarefa com um operador humano e, em seguida, passa a replicar essa função de forma independente.

Esse conceito atua sobre a aplicação de tecnologias avançadas como Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning para automatizar cada vez mais processos e potencializar a capacidade do ser humano. Como nenhuma ferramenta isolada pode substituir humanos, a Hiperautomação hoje envolve uma combinação de recursos como RPA, Software de Gerenciamento Inteligente de Negócios (iBPMS) e IA, com o objetivo de tomar decisões cada vez mais orientadas com o apoio da computação avançada.

Compreender a variedade de mecanismos de automação, como eles se relacionam e como podem ser combinados e coordenados é um dos principais focos da Hiperautomação.

É importante ter em mente, contudo, que apesar dessa tendência ter sido iniciada com a RPA, ela por si só não é Hiperautomação — pois exige uma combinação de ferramentas para ajudar a replicar tarefas executadas por pessoas.

Multiexperiência

Até 2028, a experiência dos usuários passará por uma mudança significativa na maneira como as pessoas percebem o mundo digital e como interagem com ele. Segundo o Gartner, as plataformas de conversação — como os chatbots dotados de inteligência de dados — estão mudando a maneira como os usuários interagem com o mundo digital.

Atualmente a Multiexperiência concentra-se em experiências imersivas que usam realidade aumentada, realidade virtual, realidade mista, interface multicanal de homem-máquina e tecnologias de detecção. A ideia tradicional de um computador com um único ponto de interação evolui para contemplar diversas interfaces multissensoriais, como dispositivos de vestir (os chamados “vestíveis”, como relógios e óculos inteligentes) e sensores avançados.

Democratização da Expertise

A democratização da tecnologia significa proporcionar acesso fácil a conhecimentos técnicos ou de negócios sem treinamento extensivo ou de alto valor para as pessoas.

Esse acesso facilitado, bem como a evolução do seu desenvolvimento e o lançamento de modelos sem código, são exemplos de democratização.

Até 2023, o Gartner prevê a aceleração de quatro aspectos principais da tendência de democratização:

  • Dados e análises: ferramentas direcionadas a cientistas de dados se expandem para atingir a comunidade de desenvolvedores profissionais;
  • Desenvolvimento: ferramentas de IA alavancam aplicativos customizados;
  • Design: expansão dos fenômenos de baixo código e sem código, com automação de funções adicionais de desenvolvimento de aplicativos para capacitar o chamado “cidadão-desenvolvedor”;
  • Conhecimento: profissionais que não são de TI podem obter acesso a ferramentas e sistemas especializados,  visando capacitá-los para explorar e aplicar habilidades especializadas, complementando seus próprios conhecimentos.

Internet das Coisas (IoT)

Em outubro foi publicado um decreto presidencial que instituiu o Plano Nacional de Internet das Coisas (IoT). A finalidade do plano é dar mais espaço a essa tendência no Brasil, implementando e desenvolvendo novas tecnologias sem afetar a livre concorrência e a livre circulação de dados; e sem deixar de dar a devida importância à proteção de dados pessoais.

O objetivo dessa medida é melhorar a qualidade de vida das pessoas e promover ganhos por meio de soluções de IoT, além de capacitar profissionais para desenvolverem aplicações nessa área, gerando empregos na economia digital.

Numa visão mais global, um relatório de pesquisa da CompTIA de 2019 revelou que cerca de um terço das empresas dos EUA acredita que as estratégias de IoT podem ajudar a impulsionar suas receitas.

O Big Data já existe há cerca de 10 anos, mas o verdadeiro desafio é encontrar uma maneira de entender e descobrir como usá-lo para fins comerciais.

Entre as aplicações mais benéficas do Big Data está o processamento inteligente – incluindo a redução de dados e a seleção daqueles mais qualitativos – antes do envio para a nuvem.

Inteligência Artificial (IA)

Há uma expectativa de que a Inteligência Artificial cause um grande impacto no setor de relacionamento com o cliente. O Gartner estima que, até 2020, um quarto das interações de atendimento envolverá algum tipo de tecnologia de IA.

Entre as possibilidades estão ações automatizadas, análise preditiva, chatbots e assistentes virtuais. A tecnologia também pode resolver solicitações repetidas, o que libera os agentes humanos para lidar com atribuições mais complexas.

O Gartner aponta ainda que, no próximo ano, 30% de todas as empresas B2B irão empregar ferramentas de IA em pelo menos uma das etapas do processo de vendas. Além disso, em 2025, as organizações que aplicarem esse conceito em suas plataformas multicanais de engajamento irão aumentar em 25% sua eficiência operacional.

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